G1 andou em protótipo desenvolvido por estudantes
Artigo do G1 apresenta o protótipo que garantiu vaga de equipe brasileira em competição internacional : com filtro HPF - Inflow ! Reproduzimos aqui o conteúdo do artigo publicado no G1 : http://g1.globo.com/Noticias/Carros/0,,MUL1400253-9658,00G+ANDOU+EM+PROTOTIPO+DESENVOLVIDO+POR+ESTUDANTES.html

Modelo garantiu vaga de equipe brasileira em competição internacional. FEI RS4 acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos e chega a 160 km/h.

O modelo das fotos parece uma daquelas invenções malucas de estudantes que têm total liberdade para criar o que quiserem. O desenvolvimento é mesmo quase livre, mas a ‘experiência’ tem tanta engenharia e tecnologia embarcada quanto os carros de competição de verdade. E esse é o objetivo desses protótipos: preparar os futuros engenheiros do automobilismo nacional.

prototipo com filtro Inflow HPF

prototipo com filtro Inflow HPFO chamado FEI RS4 foi campeão da última edição da Fórmula SAE BRASIL-PETROBRAS, que reuniu cerca de vinte carros tipo Fórmula projetados e construídos por estudantes de engenharia de seis estados do país e da Venezuela. Com o título, o protótipo garantiu a participação do Centro Universitário da FEI em uma competição internacional, que será realizada em Michigan, nos Estados Unidos, em maio de 2010. Este ano, o FEI RS4 também disputou a prova no exterior pela primeira vez e ficou em 11º lugar.

Quase todos os componentes do protótipo são assinados pela equipe Fórmula FEI. Apenas o amortecedor, rodas, pneus e conjunto motor e transmissão não foram desenhados e produzidos dentro da oficina dos alunos. O G1 testou a ‘engenhoca’ em uma pista dentro da universidade.

Veículo tem apenas o pedal do acelerador e do freio. A embreagem é na mão, como em motocicletas (Foto: G1) Para entrar no carro o cuidado é redobrado. A carenagem é toda feita em fibra de carbono, inclusive o assoalho. No painel há dois pinos, um que libera a admissão e outro a bomba de combustível, que são acionados antes de ligar o carro. Enquanto o motor ronca, no centro do volante um mostrador digital aponta a temperatura e rotação do motor e a tensão da bateria. Um luz azul acima indica que a transmissão de seis velocidades está no neutro.

O conjunto transmissão e motor foi herdado da Honda CBR 600RR e, assim como na motocicleta, as trocas de marchas são feitas na mão por meio de uma alavanca, do lado esquerdo do motorista. O sistema de embreagem, que ainda está em testes e será melhorado, é muito duro e exigiu uma ‘forcinha’ da equipe para que o carro saísse do box.

Aceleração de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos é a mesma da Ferrari 458 Italia e da Lamborghini Murciélago LP640 (Foto: Equipe Fórmula FEI) Com a primeira marcha engata, já dá para sentir a disposição do motor de 600 cc , 4 cilindros, 120 cavalos de potência e 6,7 kgfm de torque. Como a pista era curta, não foi possível abusar das marchas. A máxima usada foi a terceira velocidade. Mas o carro é muito arisco e pede o tempo todo mais aceleração. Segundo os criadores, o protótipo chega a 160 km/h.

prototipo com filtro Inflow HPF

prototipo com filtro Inflow HPFMotor é o mesmo da Honda CBR 600RR de 120 cv e 6,7 kgfm de torque (Foto: G1) A velocidade máxima não é lá essas coisas, mas o carro vai de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos, a mesma aceleração do Lamborghini Murciélago LP640 (V12 6.5 de 640 cv) e da Ferrari 458 Italia (V8 4.5 de 570 cv). Uma das explicações para o bom desempenho é o peso: são apenas 215 kg. Outro ponto alto é a dirigibilidade. Mesmo com o braço preso ao cinto, por questão de segurança, e a direção um pouco dura, é fácil manobrar o carro que tem bom esterçamento (diâmetro de giro).

Na pista, é possível falar com a equipe a qualquer momento. Basta apertar um dispositivo que é preso ao volante e a comunicação é feita via fone de ouvido e um microfone acoplado ao capacete. Em caso de algum problema, os estudantes no box dispõem de dados fornecidos por um sensor que mede a pressão de temperatura dos pneus, a aceleração nos três eixos e mostra como a suspensão está trabalhando os pneus. Uma espécie de telemetria de F1.

Para a competição internacional, no ano que vem, a equipe vai levar um carro completamente novo. A principal meta é chegar a 170 kg, no máximo. Além de recursos financeiros (o FEI RS4 custou US$ 14 mil), os alunos precisam correr atrás do tempo, já que leva-se, em média, três meses para projetar o carro, outros dois para construir o protótipo e mais um mês para fazer os testes.